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Teatro [clear filter]
Monday, October 19
 

21:00

Ode Marítima de Álvaro de Campos | FF | T |
ODE MARÍTIMA de Álvaro de Campos
Por Diogo Infante (texto) e João Gil (música)

 

Diogo Infante interpreta a “Ode Marítima”, um dos poemas mais marcantes (e delirantes) de Álvaro de Campos (a par da “Ode Triunfal”), e assume o comando de um paquete que nunca chegou a entrar no cais.

SINOPSE
Amanhece. Um homem observa o porto. Assume o comando de um paquete que não chegou a entrar no cais. Começa uma viagem para dentro de si, percorrendo imaginariamente todos os comportamentos humanos e procurando “sentir tudo de todas as maneiras”.

Nesta viagem – em que símbolos e sensações se confundem, soltando-se das amarras da razão – o poeta percorre o imaginário marítimo português.

Sustentando na metáfora de fluxo e refluxo do movimento marinho a contradição violenta de um homem que tenta religar diferentes identidades, transforma-se ele próprio no cais e no destino, dando corpo à viagem.

Publicado em Junho de 1915 no segundo número da revista Orpheu, “Ode Marítima” é um dos poemas mais marcantes do heterónimo Álvaro de Campos, no qual melhor se expressam as suas ideias de força e agressividade, tão marcantes no período futurista e sensacionista de Fernando Pessoa.

Este poema meditativo sobre o imaginário marítimo português continua a revelar-se profundamente atual – o homem que olha para o horizonte, vê um paquete entrar na barra e faz uma viagem interior numa tentativa desesperada de sentir alguma coisa, faz todo o sentido na realidade que vivemos hoje.

Trata-se de um texto fabuloso, com uma enorme capacidade de veicular sentimentos ao público e tocar cada espectador de uma forma muito pessoal.

Pessoa é um poeta passível de interpretações.

E, porque não, fazê-las no teatro?


Artistas
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Diogo Infante

ODE MARÍTIMA de Álvaro de CamposPor Diogo Infante (texto) e João Gil (música) Diogo Infante interpreta a “Ode Marítima”, um dos poemas mais marcantes (e delirantes) de Álvaro de Campos (a par da “Ode Triunfal”), e assume o comando de um paquete que nunca chegou a entrar... Read More →



Monday October 19, 2015 21:00 - 22:30
Igreja da Misericórdia Óbidos
 
Tuesday, October 20
 

21:00

Yerma - Companhia João Garcia Miguel | FF | T |

erma, um projecto de teatro performativo com direcção e encenação de João Garcia Miguel a partir da reescrita do poema dramático homónimo, datado de 1934, de Federico García Lorca, onde o tema específico da esterilidade de um casal é descrito segundo uma perspectiva feminina – expondo um ambiente de mistério e poesia próprio da cultura da Europa do Sul.

Yerma é o nome de uma mulher casada que deseja ter um filho como todas as outras mulheres à sua volta. Descobre que o marido não lhe consegue dar esse filho que deseja; desespera, não se  resigna e resiste à  ideia de ficar  prisioneira  de uma esterilidade da qual não se considera culpada e trilha o caminho que a levará à sua tragédia pessoal.

Há algo de demiúrgico na acção de Yerma, que toma nas mãos o futuro e faz-se protagonista do seu destino. À semelhança de Antígona, Yerma é inflexível, e tal como Medeia, mata o seu próprio filho. Estas mulheres agem a partir dos sentidos que emanam dos seus universos interiores, que servem de base à construção do seu mundo pessoal. Yerma é o reflexo e sinónimo de falência dos argumentos racionais e das palavras. O que não consegue construir com as palavras concretiza com as suas próprias mãos através do sacrifício do corpo.

Nesta obra, Federico García Lorca mostra-nos a dor e o poder da impotência em múltiplas dimensões: a impotência das regras estabelecidas perante o espírito e a vontade individual, a impotência dos laços sociais perante a animalidade e as forças que se ocultam no nosso corpo, a   impotência   das   palavras   e   dos   acordos   de   convivência   humanos   que   resultam invariavelmente em violência e rupturas profundas; e também o seu reverso: a impotência do indivíduo perante as forças da lei e da moral. É para lá das fronteiras da impotência, num território desconhecido, que se gera a violência onde se movem forças livres em oposição. Os universos interiores de Yerma e Juan, o seu marido, parecem destinados a destruírem-se, como uma alegoria do fim das coisas. O seu desentendimento descobre tensões entre o marido e o amante, entre o pai, a mãe e o filho, entre a mãe e a mulher casada, tensões interiores que precipitam o fim das suas vidas, cujo sentido maior se perdeu. Essa alegoria do fim das coisas é um jogo de morte, onde esta surge como um gesto de defesa, contra a fatalidade, contra a impossibilidade de concretizar sonhos.



Tuesday October 20, 2015 21:00 - 22:00
Livraria da Adega Óbidos
 
Saturday, October 24
 

17:00

SIMILIA SIMILIBU | FP | T |
Saturday October 24, 2015 17:00 - 18:30
Livraria da Adega Óbidos

21:30

António e Maria | FF | T |

Para ler e escutar Lobo Antunes é preciso ter a chave certa. Se calhar, a chave mais directa e mais complexa é a mulher. Melhor dizendo, a multidão de mulheres que vivem nos seus livros. Quem diz livros, diz peça de teatro.

O espetáculo ANTÓNIO e MARIA é uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres. Vozes mutantes num corpo iluminado. Um exercício, por assim dizer, de doméstico sublime. Aproveitando uma lição simples do escritor para a vida toda: Espreitar para dentro de uma bota porque às vezes há coisas.

 


Artistas
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Maria Rueff

Maria Rueff sobre Lobo Antunes - ANTÓNIO E MARIA Para ler e escutar Lobo Antunes é preciso ter a chave certa. Se calhar, a chave mais directa e mais complexa é a mulher. Melhor dizendo, a multidão de mulheres que vivem nos seus livros. Quem diz livros, diz peça de teatro. O... Read More →


Saturday October 24, 2015 21:30 - 22:30
Auditório Casa da Música Óbidos